Poesia Moderna

Autor Hamilton Brito



Poetar por poetar
É o que gosto de fazer.
No entanto, o modernismo,
Todo cheio de modismos,
Tirou da arte, o singelo.
Esqueceram o ritmo e a rima,
Sofisticaram tanto a poesia,
Que lá se foi a alegria,
E o leitor perdeu o elo.
Uma coisa pra ser sentida,
De repente, deixou de ser
Aquilo que nascia da alma.
Hoje surge preso às regras
E a linguagem poética
Das poesias de antanho
Tomou um rumo tamanho
Que nem poesia é mais.
Deixaram a linguagem direta.
Preferência às antíteses,
E de sinédoques e metonímias
Levaram a poesia às ruínas.
E  o povo não entende mais,
Até posso dar um exemplo
Pra ver se captas a mensagem:
“e enquanto fincas, faca afiada,
fonemas no cerne
me queres inerme”
Então, pergunto: você entendeu?
É assim, hoje, a poesia
E não esta bela porcaria
Que agora você leu.

 

 

Créditos

Arte final por Lêda Yara
Imagens da net se autoria



 

(Repasse com os devidos créditos)


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Publicado em: 18.10.2003 Atualizado em:  10.09.2013