Noites de insônia

Autor Hamilton Brito


 

Noite sem sono.
Madrugada fria.
Tudo é quietude.
Algo sepulcral...
O tempo,sem tempo,
indo.
Na alma
um não-sei-o quê.
Há um motivo
eu sei o que é:
É a praga do eu sem você
e do você sem mim.
Não há brilho nas estrelas.
Não há vento no seu ir e vir.
Tudo me parece causa perdida
quando há um amanhã que não vem.
O hoje é um eterno hoje...
sobretudo
quando se está só
no meio do nada.
E o maior nada é você.
E por estar assim tão impotente
dá um não-sei-o-quê na gente
e uma vontade enorme de morrer.
Mas nem a morte é o remédio
que se tem.
A noite continua...
O frio também.
Principalmente o que vai por dentro...na alma.
Como pode alguém padecer assim?
 
 
 
Esta poesia recebeu este premio do grupo:
Almas  poesias artes

 

 

Créditos

Tutorial- Rafaela- Maria José

Tube Feminino -LB Tubes e Mists

Tubes vasos -By Crealineavril


 

(Repasse com os devidos créditos)


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Publicado em: 18.10.2003 Atualizado em:  17.09.2013