Vitamina ao Mar.

Autora Rita Lavoyer



Amor!
Por que deixaste-me sem nada dizer?
Amor!
A ti não pedi o amor,
apenas quis te amar.
Disseste-me: sim!
Acreditei...
poder ofertar-me a ti.
Amor!
Onde jogavas o que eu te dava,
transformando-te em ser tão fraco?
Fiz-me tua fonte de energia,
teu suporte.
Produzi no meu laboratório a melhor vitamina
para rejuvenescer-te, torná-te belo.
Quando já te viste forte, criaste coragem
para jogar-me ao mar.
Amor!
Existe também o genérico,
por que optaste pelo similar?
Sem rótulo, clandestino, espionado e...
pagando tão caro para
dividir com outros a mesma cartela.
Quanto chorei quando riram de ti
esta infeliz divisão...
Mares e mares...
Sei que dele amargaste o fel
da contraindicação.
Não leste a bula do produto:
“maléfico à reputação”?
Amor!
Na minha cápsula há amor. Somente!
Jogaste-me ao mar, amor!
Jogaste-me ao mar!
Com as ondas arrebentei-me nas pedras.
Agora andas com os pés pregados na areia.
Vejo-te náufrago, concentrado em cismas,
colecionando conchas partidas,
tentando pregá-las
na tua seara povoadamente desértica.
Encontra-me!
Entre uma onda e outra,
encontra-me antes que me levem embora.
Embora as marés altas tentem me arrastar,
encontra-me,
ainda estou no mesmo lugar,
presa entre as pedras arrebentada.
O que produzo é por ti.
Posto que comprimido.
O que produzo é por ti!
Estou submersa, mas posso vir à tona.
Puxa-me! Puxa-me!
A ti ofereço-me vitamina novamente.
Elas estão transbordando na água que te lambe os pés.
Por favor!
Permita-me continuar te amando,
mas suplico-te:
toma do meu recipiente,
fortaleça-te novamente
para tomar-me à força nos teus braços
antes que minha pérola
vire âncora
neste ainda tão mar, amor!





AMA-ME !
José Geraldo Martinez


Neste meu silêncio, amada minha,
juntei toda a saudade...
E no mar fui eu todo andorinha,
a buscar minha felicidade!
Voei por praias distantes...
Quem sabe ali te encontraria?
Dormi com meus sonhos errantes,
nas ondas que tão triste, gemiam...
E fraco tombei realmente...
Foram longas noites e intermináveis dias!
Onde andas mulher que eu amo,
fonte de minha busca e energia?
Puxo-te! Puxo-te!
Bebo de tua vitamina...
Ergo-me revigorado, homem, teu amado
e você minha menina!
Ama-me senhora!
Ao luar que o mar clareia...
Agora!
És bula que minha saudade ignora,
farto-me de ti, inteira!
 





Não há remédio
Autor: Hamilton Brito


Amor
Nunca deixei você.
É de mim que fujo.
O amor para o qual eu disse ‘sim’
será meu bem mais precioso
e, do seu amor gostoso,
me lembrarei até o fim.
O que você me deu não joguei.
Coloquei suavemente
No fundo do meu coração.
Mas
Já se sabe:
O homem põe
E Deus, dispõe.
Para o meu mal
Nem genérico ou, de marca,
tampouco um similar.
Da maneira que você quer
Eu não sei amar.
Entre a sua vitamina
E o que eu sou
Sinergismo:
...é, faltou.
A biodisponibilidade do seu amor
Não será dose terapêutica
E para o mar
Quem vai sou eu.
O seu amor eu tenho
Mas não tenho você.
Anseio pelo seu corpo,
Sonho com suas carícias
Almejo os seus doces beijos.
Sim
Permito que continue me amando
Mas...
Pelo amor de Deus!
Faça amor comigo!
Para amor platônico
Não há comprimido
Xarope
Ou tônico.


Créditos

Tube Ana Ridzi

Tutorial Mara Pontes
Arty e formatação Angela*Poesi@



 

(Repasse com os devidos créditos)

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Publicado em: 18.10.2003 Atualizado em:  24.09.2013