Excitação

Autor Hamilton Brito



Alguém fica para semente?
Um dia, o que era doce se acaba, mesmo que não tenha sido tão doce.
Dizem que este mundo é um vale de lágrimas, mas que tem gente que vem a passeio, tem.
Veja só o caso da Clara, a Clarinha para os mais íntimos,que diga-se,eram a maioria na sua vida.
Até os quinze anos viveu no sitio da família, afeita aos trabalhos do campo.
Fazia tudo o que um homem faz:ordenhava, roçava,consertava cercas,ajudava o pai e os irmãos nas colheitas,dirigia trator...era um azougue.
O corpaço que as meninas da sua idade conseguiam nas academias, ela conseguiu no trabalho pesado.
Linda...Não,linda é pouco:lindíssima.
Morena alta,pernas longas,olho verdes,busto feito por quem criou todas as coisas belas que há no mundo...
Então, já viu né?
E possuindo o sorriso mais lindo da terra, um sorriso meio que debochado,revelador de segredos...
U dia partiu do pai que ela precisava de mais estudos.
Não queria que a filha ficasse só com os que havia aprendido ali mesmo pelas escolas das redondezas.
Mandou que o filhos mais velho fosse até a cidade mais importante da região, onde havia melhores oportunidades para que a filha prosseguisse nos estudos,arrumasse uma casa de família,uma boa pensão para moças.
Tendo prestado exame de suficiência,Clara conseguiu matricular-se no cientifico.
Chamava a atenção de todos por ser boa aluna,inteligente, educada...E pela saia la em cima e decote la em baixo.
O professor de física ficou maluco da cabeça e começou a brigar com o de química que saiu na frente no assédio a moça.
E ela...Ah!Ela igual a Jacaré na beira do rio:observando...
Enquanto não se decidia pela matéria preferida,ia como borboleta,pousando aqui e ali,fazendo como os passarinhos florestas,distribuindo as sementes de vida nos mais diversos corações da moçada.
A moçada agradecendo a Deus por tamanha graça recebida...e ainda por cima de graça.
Corria á boca a boca que a moça era o capeta,uma verdadeiro furacão,uma tempestade de ventos devastadores e que não era tarefa para qualquer um fazê-la plenamente feliz em cima ou em baixo dos lençóis.
Ficou conhecida como a Clarinha quero mais...
Um dia foi pra faculdade de medicina e foi la que o bicho pegou.
Durante o cientifico em uma cidade grande ma,ainda provinciana havia certa retratação, certo cuidado como comportamento.
O policiamento á conduta de uma moça de família era mais intenso.
Na capital do estado e cursando medicina, o que ela fez foi restringir a sua clientela,tornou-se mais seletiva, mais cuidadosa.
Deixou de lado alunos e dedicou-se a professores,dando preferência ao senhor reitor.
Mas,por verdade que se diga:nunca fez nada para ganhar notas para obter vantagens durante o curso.
Sempre uma aluna brilhante, formou-se com louvor.
Fazendo residência médica, encontrou se com um antigo colega do científico que havia feito medicina em outra faculdade.
E que ela já o havia ignorado as sucessivas investidas,tendo lhe dispensado o mais devastador pouco caso enquanto fazia a felicidade de um primo que a ele tudo narrava.
O jogo inverteu, perdeu se de amores por ele,que agora a ignorava.
Aquilo a deixava maluca,sonhava e fazia castelos, imaginava como seria,tinha sucessivos orgasmos obtidos naquela batalha inglória do eu mais eu.
Ate que um dia enfrentou a situação e se declarou formalmente ,oficialmente...e foi dispensada.
-Quer saber? você é um frouxo,impotente, nenhum homem na face da terra me dispensaria.
Eu não quero me casar com você,somente fazer amor...Alias nem fazer amor eu quero,Porque você não sabe o que é isso.
Eu quero é sexo entendeu? e conseguiu...
No Motel ,o começo num clima meio carregado, mas a beleza da moça operava milagres e o desafeto se desmanchou.
Dispensou a ela um tratamento nunca dado a mulher alguma.
no momento da consumação, algo estranho...Ela imóvel sem ação, apenas com um doce sorriso nos lábios.
Foi dada como causa mortis, um aneurisma aórtica em vexcitação.

 

 


Créditos:

Tube: L B Tubes
Tube Sigé


 

(Repasse com os devidos créditos)

 

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Publicado em: 18.10.2003 Atualizado em:  04.10.2013